Apoio a desabrigados foi prorrogado
Passado quase um ano desde que a tragédia de novembro passado deixou um rastro de destruição espalhado por Brusque, ainda há muitas famílias que não voltaram para suas próprias casas. No entanto, ao contrário do que ocorre em outros municípios da região, nenhuma vive em abrigos.
Elas estão em casas cujo aluguel foi pago ou pela prefeitura, ou através do ‘auxilio reação’. As famílias que estavam sendo beneficiadas pelo programa do governo do Estado deixaram de receber a ajuda em julho, quando foi paga a última das seis parcelas.
Entretanto, de acordo com a secretária de Assistência Social e Habitação da prefeitura de Brusque, Patrícia Freitas, para não deixar essas famílias sem teto, o Execurtivo municipal renovou os contratos e assumiu o custeio dos alugueis por mais tempo.
“Todas elas (famílias atendidas pelo ‘auxílio reação’) estão com contratos até, pelo menos, fevereiro de 2010. Terminando esses contratos, certamente a prefeitura vai renovar os alugueis”, destacou ela, sobre a possibilidade de nem todas as famílias receberem as casas prometidas ate lá.
As famílias que estão sendo auxiliadas pelo poder público têm a promessa de receber casas em forma de doação. Elas devem vir de quatro frentes diferentes: Sesc, ministério da Integração Nacional, Instituto Ressoar e Arábia Saudita.
As do Sesc são as que se encontram em estágio mais avançado. São 20 moradias que serão destinadas a famílias de comerciários lotadas na cidade de Brusque. A licitação já foi feita e aguarda-se agora apenas o início da sobras.
Seis das 30 moradias prometidas pelo Instituto Ressoar, da Rede Record, estão sendo erguidas atualmente. De acordo com a secretária Patrícia, o mesmo número de equipes trabalha simultaneamente para concluir as obras. Duas destas casas devem ser entregues nos próximos dias.
Além destas, há ainda 50 casas prometidas pelo ministério da Integração Nacional. A documentação já estaria de posse da Defesa Civil Nacional e a prefeitura aguarda apenas um retorno para saber quando o processo burocrático se encerra. “Em primeiro momento eram casas de madeira e optamos pela residência de alvenaria”, comenta a secretária. Por fim, existe ainda a expectativa de que sejam doadas residências do governo saudita.
São dois prédios para abrigar 32 apartamentos.



